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Os
Roteiros |
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Graças à vasta biblioteca do
Argonauta, poderá continuar a viajar por
locais até então desconhecidos e, para
descobrir na íntegra a história deste
posto avançado isolado no meio do
Atlântico, há uma pessoa que escreveu
inúmeros livros: o fundador do Argonauta
(1991), Pierluigi Bragaglia, que, há
mais de 26 anos, é um dos poucos
italianos a ter publicado livros
históricos em português e em inglês:
«Flores, Açores – Walking
through History – A guide to the
island’s paths and past» (2009),
que é a sua última obra. Ele é a pessoa
ideal para o guiar pelos trilhos e
locais das Flores.
A 18 de
agosto de 2016 foi inaugurada a Grande
Rota das Flores, que, com a
abertura dos percursos a leste, se
liga aos já existentes ao longo da
costa oeste. Começa em Santa Cruz das
Flores (zona leste), seguindo para
norte/noroeste até Ponta Delgada
(etapa 1 – percurso de 21 km), um novo
caminho a descobrir. Em seguida,
prossegue para sul (etapa 2 – percurso
de 26 km) passando por Fajã Grande, e
termina em Lajedo (sudoeste), num
total de 47 km de extensão. Existem
troços em que o solo rochoso pode ser
escorregadio, sendo aconselhável ter
cuidado e usar calçado adequado. A
queda de rochas e pedras em alguns
trilhos não é totalmente incomum, o
que nos leva a aconselhar que não ouça
música durante a caminhada. Este
percurso pode ser dividido em duas
etapas: a primeira com cerca de 21 km,
com um elevado nível de dificuldade
devido principalmente à topografia do
terreno, que o conduz constantemente
entre montanhas, vales profundos e
penhascos altos; a segunda, com uma
extensão de cerca de 25 km, também
apresenta um elevado nível de
dificuldade, conduzindo-o inicialmente
por altitudes de 400 m, mas sem as
subidas e descidas acentuadas da
primeira etapa, apresentando, por
outro lado, alguns trilhos que podem
causar vertigens.
Autores italianos que publicaram livros
em inglês e português: «Flores, Açores —
Um
Passeio pela História — Um guia pelos
caminhos e pelo passado da ilha»
(2009) é a sua última obra e, ao mesmo
tempo, um bom guia pelos caminhos e
outros locais de Flores.

Mapa de Piri Reis 1513 -
Detalhe dos Açores
ETAPA 1 — Esta etapa começa na
parte norte da pista do aeroporto. Com o
Corvo no horizonte, vire à esquerda,
seguindo pela estrada, até à zona
elevada de Beija Mão (acima dos 300 m),
onde é possível desfrutar de uma vista
sobre as aldeias lá em baixo. A partir
daqui, o caminho desce, passando pela
Reserva Florestal Recreativa de Luís
Paulo Camacho e, mais à frente, pela
Central Hidroelétrica. Atravesse a
barragem e continue paralelo a uma
levada (canal de irrigação) por um
caminho de terra, em direção ao mar. Ao
chegar à estrada regional, siga as
marcações, com a aldeia de Fazenda à sua
direita, em direção à Baía de Alagoa.
Neste ponto, encontra-se já ao nível do
mar, no interior de um vale profundo;
continue por uma estrada rural à sua
direita, atravessando uma área de
piquenique com vista para os ilhéus, e
siga junto à costa em direção a Cedros.
Agora, continue a subir a falésia
íngreme até uma altitude superior a 300
m, atravesse esta pequena freguesia e
desça um pouco em direção a Ponta Ruiva,
a nordeste da ilha.
A partir daqui, o passeio prossegue até
Ponta Delgada ao longo da costa, subindo
e descendo entre vários locais de grande
beleza natural, tais como a Ponta das
Barrosas, onde se encontram vestígios de
um antigo povoado, o Cabouco e o Pico do
Meio Dia. Ao longo deste percurso, é
possível apreciar vários exemplares de
flora endémica, como a urze dos Açores (Erica
azorica), a picconia dos
Açores (Picconia
azorica) e o azevinho dos
Açores (Ilex
azorica). Desça agora até
à pequena vila costeira de Ponta
Delgada, passe pela Capela de Nossa
Senhora da Guia e termine este troço no
centro da vila, junto à Casa do Povo.
ETAPA 2 - Comece a
etapa junto à Casa do Povo, com a ilha
do Corvo no horizonte. Ao longo do
trilho, sempre que for necessário
atravessar um portão, deixe-o sempre
fechado. Existem alguns troços em que o
solo de pedra pode ser escorregadio e,
após dias de chuva intensa, o caudal das
margens dos rios aumenta, sendo
aconselhável ter cuidado e usar calçado
adequado. Siga pela estrada entre
pastagens e campos agrícolas até que a
estrada vire para sul. Neste ponto, há
um desvio à direita, para o farol da
Ponta de Albernaz. Depois de visitar o
farol, continue para sul.
Aproximadamente com o ilhéu de Maria da
Vaz à sua direita, saia da estrada
alcatroada e siga pela estrada de terra
batida/cimento à sua frente, pelo trilho
PR
01 FLO. Desça a Rocha do Risco –
atenção ao risco de vertigens – ao longo
de uma zona florestal com grandes
zimbros dos Açores (Juniperus
brevifolia) até à Ponta da Fajã.
Siga as marcações, passando pelo desvio
para o Poço do Bacalhau, local com
ligação a outros pontos da ilha através
do trilho PR
03 FLO – Miradouro das Lagoas/Poço
do Bacalhau e continue até ao centro de
Fajã Grande, onde é possível parar para
dar um mergulho. Siga as marcações junto
à base da falésia por um caminho rural
e, ao chegar à estrada principal,
encontrará um desvio à sua esquerda para
a Lagoa dos Patos, uma atração turística
da ilha. Após o desvio pelo trilho PR
02 FLO, regresse pelo mesmo
caminho, passe por um moinho de água e
continue à direita por uma estrada rural
paralela ao ribeiro até chegar a
Fajãzinha. Atravesse a aldeia, suba a
encosta e continue ao longo da estrada,
passando por locais outrora habitados,
como Caldeira, até chegar à aldeia de
Mosteiro. Seguindo para sul, encontrará,
à sua direita, um miradouro de onde se
avista a costa e também a Rocha dos
Bordões, uma formação geológica
conhecida pelas suas enormes colunas
basálticas verticais. A partir daqui, o
percurso prossegue para sul até Lajedo,
passa pelo miradouro e continua até ao
centro da aldeia, onde termina. Os
residentes em Fajã Grande também podem
facilmente apanhar um transporte para a
PR
01 FLO, a PR
02 FLO ou a Grande
Rota, terminando o seu passeio em
casa, em Fajã Grande.
A sul, junto a
Lajes, começa o trilho PR
04 FLO, no Miradouro da Punta de
Lopo Vaz, e prossegue por um único
percurso até à Fajã de Lopo Vaz. Comece
por descer uma escadaria de pedra
ladeada por vegetação endémica, como a
urze dos Açores (Erica
azorica), a árvore-de-fogo (Morella
faya) e a madeira-branca (Picconia
azorica). Após 1,25 km, perto da
primeira casa, avistará uma praia de
areia preta à esquerda. Siga pelo
caminho à direita e passe pelas
restantes casas da fajã (faixa de terra
junto ao mar), até chegar a uma
propriedade privada com vista para a
Ponta da Rocha Alta. Neste ponto, volte
pelo mesmo caminho até ao Miradouro da
Fajã.
• Atualizado
por Nadia Ferreira e Stéfano Folgaría em
23 de setembro de 2016 a partir de uma
única fonte: Direção
Regional de Turismo dos Açores •

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