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Roteiros e outras Obras
Pierluigi Bragaglia, residente na Ilha das Flores há mais de 15 anos, é um escritor italiano que publicou 7 livros em Português, um ecléctico conjunto de obras que têm, como denominador comum, a matriz histórica. Hoje membro da Sociedade Portuguesa de Autores, escreveu o seu primeiro livro, em Itália, sobre os Açores: as cerca de 150 páginas sobre o Arquipélago, publicadas em 1988 e anexas ao roteiro de Portugal Continental, constituíram o primeiro documento do género em Itália, onde as principais edições reservavam aos Açores, até então, um espaço máximo de duas páginas. Inventor e operador do Argonauta, já como autor do guia do País (e da Região Autónoma) e também de outro guia da ex-Jugoslavia (6 Repúblicas e 2 regiões autónomas), Pierluigi Bragaglia concebeu três Roteiros “Históricos e Pedestres” das Flores, ilha dividida pelos dois concelhos de Lajes e Santa Cruz. Depois dos roteiros concelhios de 1995 e 1999, finalmente saiu em 2009 a terceira obra do género: Ilha das Flores – Roteiro Histórico e Pedestre. Este novo livro é uma reedição dos guias das Lajes e de Santa Cruz das Flores, actualizada e enriquecida de novos conteúdos. Para além dos roteiros, o autor publicou também mais dois livros sobre a Ilha das Flores, abaixo referenciados. Estas obras colocam-se entre as indispensáveis para um conhecimento aprofundado do território insular, auxiliando os visitantes a passar dias inesquecíveis:

Ilha das Flores – Roteiro Histórico e Pedestre
Roteiro Já há alguns anos digo na brincadeira que as Flores e o Corvo são as Caraíbas portuguesas, porque para além de exóticas, estão mesmo assentes na Placa Americana! Realmente, o facto de este livro apresentar quase 400 páginas exclusivamente sobre a Ilha das Flores, ou seja cerca de metade do espaço que o famoso editor dos roteiros Lonely Planet dedica às 17.000 ilhas da Indonésia, por exemplo, poderia apontar para uma sua fastidiosa prolixidade, ou em Português mais corrente para “uma grande seca”, mas esse juízo de valor vai competir só aos leitores… Com novos conteúdos, novas fotografias e novos mapas, o Roteiro Histórico e Pedestre da Ilha das Flores se quer assumir como um verdadeiro “manual de instruções” ambivalente. Por um lado, uma base de dados para quem esteja interessado em pesquisar as diversas temáticas históricas que as ilhas atlânticas inspiram – por vezes aqui reinterpretadas com um outro olhar -, e por outro lado, também, uma ferramenta para quem queira visitar fisicamente a Ilha das Flores na prática, sabendo se tem de virar à esquerda ou à direita ao longo dos seus magníficos trilhos. A obra encontra-se disponível no nosso website em Português e Inglês e envia-se para todo o mundo.

Flores: Folhas - Algumas folhas de uma ilha com muitas flores
(Texto, Fotografias e Selecção Gráfica), 214 pp.: editada pelo autor em 2005, é a sua penúltima obra, que reúne alguns textos dispersos em várias publicações e outros inéditos, fruto de curtas e diversas contribuições históricas, biográficas ou de âmbito turístico. As “folhas” são dedicadas quer à compreensão da realidade da Ilha das Flores e de todos os Açores, quer ao legado dos florentinos no Índico e no Pacífico. O livro encontra-se disponível no nosso website em Português e pode ser enviado para qualquer país.



Roteiro dos Antigos Caminhos do Concelho - Lajes das Flores - Açores Roteiro (Texto, Fotografias, Selecção Gráfica e Tradução Inglesa)
174 pp.: editado em 4 línguas (Português, Inglês, Francês e Alemão) pela edilidade em 1995 e hoje uma raridade, divulga 26 itinerários pedestres complementados com informações históricas e práticas e abordados na direcção Leste > Oeste, ou seja no sentido dos ponteiros do relógio. Merece destaque a oportunidade de percorrer a Grande Rota do Oeste, ou seja todo o contorno ocidental da Ilha das Flores, quase sem deixar pegadas no asfalto, atravessando uma paisagem mágica, amplas crateras jazida de lagoas fundas, picos vulcânicos aveludados por pastagens e flores, ribeiras e cachoeiras à beira do oceano. Respira-se a ternura e ao mesmo tempo a dureza de um povo que, exilado pela natureza ou por escolha, durante séculos, do resto do planeta, traz no seu íntimo e no seu folclore reminiscências de piratas e naufrágios, da epopeia baleeira e da emigração clandestina para terras de Eldorado...

Concelho de Santa Cruz das Flores: Roteiro Histórico e Pedestre
(Texto, Mapas, Fotografias e Selecção Gráfica)
268 pp.: editado só em Português pela autarquia santacruzense, em 1999. As Flores ganham uma introdução histórica, sociológica e natural actualizada sobre o seu próprio espaço atlântico, além de um "Manual de Utilização" prática do seu território, escrito na óptica duma unificação dos dois roteiros concelhios num único roteiro insular. Neste livro o leitor encontrará as indicações necessárias para poder percorrer em segurança, com as últimas botas em goretex ou descalço como um antigo florense, os espectaculares trilhos do Concelho de Santa Cruz: numa terra onde há três décadas atrás ainda não existiam estradas, estes trilhos são uma das jóias mais valiosas da coroa. As informações práticas para umas férias de descoberta compreendem 27 itinerários pedestres, medidos e classificados por dificuldade, dentro da vila e em cada freguesia ou lugar, todos facilmente acessíveis também para quem aloja na Fajã Grande.
A obra encontra-se presentemente esgotada.

História dos Lacticínios da Ilha das Flores
Perfil Histórico do Pioneirismo Associativo da Ilha das Flores e da Produção e Exportação dos seus Lacticínios no Séc. XX (Texto, Fotografias e Selecção Gráfica), 330 pp.: o livro assume-se como uma História Contemporânea da Ilha das Flores, vista pela óptica da produção de lacticínios, mas com um ênfase sociológico (Cooperativismo), além de económico e biográfico; Ed. da Câmara Municipal de Lajes das Flores, 1997.
É possível encontrar cópias da obra junto da Câmara Municipal de Lajes das Flores.

Portogallo-Azzorre
(Texto e Cartografia)
415 pp., Ed. SugarCo, Milano, 1988: primeiro livro histórico-turístico sobre os Açores em italiano, anexo à radiografia exaustiva de todo o País, do Minho ao Algarve, e a um simples "bilhete de identidade" do Arquipélago da Madeira. Recheado de centenas de informações úteis aos visitantes, o roteiro foi considerado pela imprensa especializada na Itália o melhor sobre Portugal, encontrando-se hoje esgotado.

Jugoslavia
(Texto e Cartografia)
398 pp., Ed. SugarCo, Milano, 1989: roteiro histórico-turístico que é o último documento europeu do género sobre aquele país, já estruturado numa divisão temática por repúblicas. O livro encontra-se esgotado na Itália.

Lucas e os Cacenas
Mercadores e Navegadores de Génova na Terceira (Sécs. XV-XVI) (Texto, Fotografias e Selecção Gráfica), 70 pp. Estudo recomendado pelo Júri do Concurso Literário Açores/92 e editado, em 1994, pela SREC-DRAC de Angra do Heroísmo; é o primeiro livro do autor em Português. O ensaio procura reconstruir a biografia possível de Luca di Cassana (Cacena), poderoso mercador de abastada família genovesa em Angra, amigo de Cristovão Colombo e protagonista de umas argonáuticas à vela nos mares dos Açores.

Club Sport Marítimo
85 Anos de História (Texto e Orientação Gráfica), 175 pp., Ed. Club Sport Marítimo, Funchal, 1996: historial da colectividade desportiva do Funchal e sobretudo da sua equipa de futebol. Sempre na primeira Liga, o Club Sport Marítimo é uma das maiores equipas insulares europeias, Campeão de Portugal em 1926.

Açores: o Paraíso do Artesanato
(Texto, Tradução Italiana e Fotografias)
Folheto oficial para a sensibilização sobre o Artesanato da Região, editado em cinco línguas pela Secretaria Regional da Juventude, Emprego, Comércio, Indústria e Energia (1995) e hoje incluído na colecção Flores: Folhas...

Ensaios e Outros Artigos Históricos dispersos
Pierluigi Bragaglia é autor de vários ensaios e artigos dispersos, publicados em Portugal e Itália.

Artesanato
Pierluigi Bragaglia está inscrito na Secretaria Regional da Economia como Artesão Regional, sendo-o de forma extemporânea, quando o Inverno nas fajãs impede outras formas de actividades e trabalho. Especializou-se na fabricação de curiosos porta/isqueiros, que molda em matéria plástica e endurece depois, no forno da cozinha. Se as peças são modernas, o autor procura adoptar e reinventar figuras tradicionais como o Pirata Capitão Flores, obra diplomada por participar ao IV Concurso Regional de Artesanato (1998), e as Vacas (na fotografia) com destaque para a Vaca Pirata; outras figuras: mergulhador, sereia, marinheiro e loucos quaisquer. Olhos e dentes são fluorescentes, conferindo às caretas um look estranho com luz negra…


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