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Roteiros e outras Obras
Pierluigi Bragaglia, residente na Ilha das Flores há mais de 15 anos, é um escritor italiano que publicou 6 livros em Português, um ecléctico conjunto de obras que têm, como denominador comum, a matriz histórica. Hoje, membro da Sociedade Portuguesa de Autores, escreveu o seu primeiro livro, em Itália, sobre os Açores: publicadas em 1988, as cerca de 150 páginas sobre o Arquipélago, anexas ao roteiro de Portugal Continental, constituíram o primeiro documento do género em Itália, cujas principais edições reservavam aos Açores, até então, um espaço máximo de duas páginas. Inventor e operador do Argonauta, já como autor do guia do País (e da Região Autónoma) e também de outro guia da ex-Jugoslavia (6 Repúblicas e 2 regiões autónomas), Pierluigi Bragaglia concebeu os 2 Roteiros Históricos e Pedestres das Flores, ilha dividida pelos dois concelhos de Lajes e Santa Cruz. Entre os dois roteiros, o autor publicou também mais dois livros sobre as Flores, abaixo referenciados. Estas obras colocam-se entre as indispensáveis para um conhecimento aprofundado do território insular, auxiliando os visitantes a passar dias inesquecíveis:

Flores: Folhas - Algumas folhas de uma ilha com muitas flores
(Texto, Fotografias e Selecção Gráfica), 214 pp.: editada pelo autor em 2005, é a sua ultima obra, que reúne alguns textos dispersos em várias publicações e outros inéditos, fruto de curtas e diversas contribuições históricas, biográficas ou de âmbito turístico, dedicadas à compreensão da realidade da Ilha das Flores e de todos os Açores.



Roteiro dos Antigos Caminhos do Concelho - Lajes das Flores - Açores Roteiro (Texto, Fotografias, Selecção Gráfica e Tradução Inglesa)
174 pp.: editado em 4 línguas (Português, Inglês, Francês e Alemão) pela edilidade em 1995, divulga 26 itinerários pedestres complementados com informações históricas e práticas e abordados na direcção Leste > Oeste, ou seja no sentido dos ponteiros do relógio. Merece destaque a oportunidade de percorrer a Grande Rota do Oeste, ou seja todo o contorno ocidental da Ilha das Flores, quase sem deixar pegadas no asfalto, atravessando uma paisagem mágica, amplas crateras jazida de lagoas fundas, picos vulcânicos aveludados por pastagens e flores, ribeiras e cachoeiras à beira do oceano. Respira-se a ternura e ao mesmo tempo a dureza de um povo que, exilado pela natureza ou por escolha, durante séculos, do resto do planeta, traz no seu íntimo e no seu folclore reminiscências de piratas e naufrágios, da epopeia baleeira e da emigração clandestina para terras de Eldorado...

Concelho de Santa Cruz das Flores: Roteiro Histórico e Pedestre
(Texto, Mapas, Fotografias e Selecção Gráfica)
268 pp.: editado só em Português pela autarquia santacruzense, em 1999. As Flores ganham uma introdução histórica, sociológica e natural actualizada sobre o seu próprio espaço atlântico, além de um "Manual de Utilização" prática do seu território, escrito na óptica duma unificação dos dois roteiros concelhios num único roteiro insular. Neste livro o leitor encontrará as indicações necessárias para poder percorrer em segurança, com as últimas botas em goretex ou descalço como um antigo florense, os espectaculares trilhos do Concelho de Santa Cruz: numa terra onde há três décadas atrás ainda não existiam estradas, estes trilhos são uma das jóias mais valiosas da coroa. As informações práticas para umas férias de descoberta compreendem 27 itinerários pedestres, medidos e classificados por dificuldade, dentro da vila e em cada freguesia ou lugar, todos facilmente acessíveis também para quem aloja na Fajã Grande.

História dos Lacticínios da Ilha das Flores
Perfil Histórico do Pioneirismo Associativo da Ilha das Flores e da Produção e Exportação dos seus Lacticínios no Séc. XX (Texto, Fotografias e Selecção Gráfica), 330 pp.: o livro assume-se como uma História Contemporânea da Ilha das Flores, vista pela óptica da produção de lacticínios, mas com um ênfase sociológico (Cooperativismo), além de económico e biográfico; Ed. da Câmara Municipal de Lajes das Flores, 1997.

Portogallo-Azzorre
(Texto e Cartografia)
415 pp., Ed. SugarCo, Milano, 1988: primeiro livro histórico-turístico sobre os Açores em italiano, anexo à radiografia exaustiva de todo o País, do Minho ao Algarve, e a um simples "bilhete de identidade" do Arquipélago da Madeira. Recheado de centenas de informações úteis aos visitantes, o roteiro foi considerado pela imprensa especializada na Itália o melhor sobre Portugal, encontrando-se hoje esgotado.

Jugoslavia
(Texto e Cartografia)
398 pp., Ed. SugarCo, Milano, 1989: roteiro histórico-turístico que é o último documento europeu do género sobre aquele país, já estruturado numa divisão temática por repúblicas. O livro encontra-se esgotado na Itália.

Lucas e os Cacenas
Mercadores e Navegadores de Génova na Terceira (Sécs. XV-XVI) (Texto e Fotografias), 70 pp. Estudo recomendado pelo Júri do Concurso Literário Açores/92 e editado, em 1994, pela SREC-DRAC de Angra do Heroísmo; é o primeiro livro do autor em Português. O ensaio procura reconstruir a biografia possível de Luca di Cassana (Cacena), poderoso mercador de abastada família genovesa em Angra, amigo de Cristovão Colombo e protagonista de umas argonáuticas à vela nos mares dos Açores.

Club Sport Marítimo
85 Anos de História (Texto e Orientação Gráfica), 175 pp., Ed. Club Sport Marítimo, Funchal, 1996: historial da colectividade desportiva do Funchal, com uma das maiores equipas insulares europeias de futebol, Campeã de Portugal em 1926.

Açores: o Paraíso do Artesanato
(Texto, Tradução Italiana e Fotografias)
Folheto oficial para a sensibilização sobre o Artesanato da Região, editado em cinco línguas pela Secretaria Regional da Juventude, Emprego, Comércio, Indústria e Energia (1995).

Ensaios e Outros Artigos Históricos dispersos
Pierluigi Bragaglia é autor de vários ensaios e artigos dispersos, publicados em Portugal e Itália.

Artesanato
Pierluigi Bragaglia está inscrito na Secretaria Regional da Economia como Artesão Regional, sendo-o de forma extemporânea, quando a ausência de luz impede outras formas de trabalho e prolonga o Inverno nas fajãs. Especializou-se na fabricação de curiosos porta/isqueiros, que molda em matéria plástica e endurece depois, no forno da cozinha. Se as peças são modernas, o autor procura adoptar e reinventar figuras tradicionais como o Pirata Capitão Flores, obra diplomada por participar ao IV Concurso Regional de Artesanato (1998), e as Vacas (na fotografia) com destaque para a Vaca Pirata; outras figuras: mergulhador, sereia, marinheiro e loucos quaisquer. Olhos e dentes são fluorescentes, conferindo às caretas um look estranho com luz negra…


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Última actualização: 12-12-2005